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Inacreditável alguém perguntar isso na internet, mas serviu para eu passar mal de rir…
Sensacional Family Guy: Stewie Griffin Meets Wall Street (via foxabulous)

Eis que um belo dia de verão Joseph K. decide comprar três diárias de uma pousada em Búzios pelo site de compras coletivas Hotel Urbano (@hotelurbano e http://www.hotelurbano.com.br ). Animado, ele compra as diárias e sua mulher, M., compra uma. Esta recebe em menos de quatro horas a confirmação e o voucher do site http://www.pagseguro.com.br enquanto K. tem de esperar um pouco.
Era a segunda-feira, dia 24 de janeiro. Na quarta-feira, dia 26, K. ainda não havia recebido a confirmação. Enquanto isso a promoção rolava, com limite de números. K. começou a fica em dúvida. Sua mulher já estava com a despesa lançada. Aí K. ligou para o PagSeguro e descobriu que o prazo de “48 horas úteis” ainda não tinha acabado, pois terça-feira foi feriado em São Paulo e aí não rolou de finalizar a transação. Eis que, de repente, K. recebe um recado na secretária do celular dizendo para entrar em contato com o Mastercard . Ele, que sempre pagou tudo em dia, faz o contato. Depois de dizer o nome dos pais umas cinco vezes, ele descobre que, “por medida de segurança”, o cartão de crédito CANCELOU sua compra.
Como o PagSeguro levaria fatalmente mais 48 horas para fazer outra compra, K. temeu por sua reserva. A pousada era compreensiva, que sorte, e bloqueou as reservas, mas pedia, obviamente, confirmação. A MasterCard afirmou que “desbloqueou o cartão” mas o PagSeguro simplesmente NÃO ACEITOU o cartão anteriormente bloqueado.
Joseph K. achou inacreditável que cancelassem uma compra sem consulta prévia, mas, como era uma emergência, abstraiu. Aí, entrou, na quinta-feira, com o cartão Americanas Mastercard.
Em 24 horas, K. recebeu uma ligação da “área de segurança” do Cartão Americanas.
A ligação foi para sua casa. O próprio K. atendeu. Mesmo assim, teve de dizer o nome de seus pais e qual foi a última compra que fez. Joseph K. achou interessante isso de ser obrigado a lembrar de todas suas compras. Mas, enfim, abstraiu-se.
Ligeiramente feliz pela ligação - doce ilusão - K. achou que a pessoa estava ligando para CONFIRMAR a operação de compra das diárias. Afinal, sempre pagou os dois cartões em dia, e o limite de ambos passa dos 3 mil reais. Mas aí veio a surpresa:
- Senhor, estamos ligando para dizer que a transação foi cancelada, mas o senhor pode RETORNAR AO SITE e fazer de novo que agora pode.
Joseph K. não acreditou. COMO ASSIM? A transação que tem um prazo de 48 horas no PagSeguro teria de ser feita de novo? Como daria tempo? Como mandar o voucher para a pousada. K. não acreditou e fez a seguinte pergunta:
- Como é possível que um cartão cancele uma compra sem aviso prévio e depois liguem para a minha casa dizendo para eu me virar e comprar de novo? E se eu estivesse sem internet ou hospitalizado e a compra fosse um remédio urgente?
Para Joseph K., a tradução é simples: “Cancelamos, e quanto a você, foda-se”.
Imediatamente Joseph K. telefonou para o Americanas.com e digitou a opção cancelamento. Foi para um setor de negociações, mas o tom de voz que K. empregou foi tão incisivo - “Quero cancelar o cartão por causa da total falta de respeito” - que o atendente sequer tentou negociar para manter. O cartão foi cancelado.
Não restando absolutamente nada a fazer, e não havendo nenhuma, absolutamente nenhuma sinalização da MASTERCARD para reparar o prejuízo moral, o atentado, a extrema falta de respeito, K. ligou para o SAC do Itaucard. O atendimento foi bom, mas, como ele próprio disse ao atendente, “não há nada que você possa fazer por mim”.
Para K., ter cartão de crédito não é mais negócio. Se o cartão tem a capacidade de mandar na vida das pessoas deste jeito, não é negócio. Até que provem o contrário para ele.
Lá do fim do Leme a gente vê a vida assim
Saudade desse cenário. Agora, só em 2013.
Um fim de tarde de verão. Cena bonita no Rio de Janeiro é ver o sol ir embora depois que ele nos proporcionou 38 graus à sombra…